Há cinco anos, quando o mercado ainda via com ceticismo o alargamento da faixa de areia em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, o especialista em ativos imobiliários de alto padrão Renato Monteiro, da Sort Investimentos, cravou uma previsão ousada na mídia: a obra geraria uma valorização fora do comum, de até 40% nos imóveis frente-mar, e levaria a cidade se manter forte no topo do ranking nacional. A tese se confirmou.
Hoje, com o metro quadrado de Balneário consolidado como o mais caro do país (R$ 14.906) segundo o FipeZAP, Monteiro emite um novo alerta de oportunidade. Apesar de seguir apostando com sucesso na “Dubai Brasileira”, desta vez, o alvo é outro.
“Agora, o ciclo de multiplicação de capital está em Itajaí. Estamos diante do ‘Efeito Puerto Madero’ na Beira-Rio”, afirma o CEO da Sort Investimentos.
A tese de Monteiro se baseia na comparação técnica com a revitalização portuária argentina. Ele explica que em Buenos Aires, bairros nobres tradicionais como Recoleta e Palermo custam em média US$ 3.000/m². Já em Puerto Madero, antiga área portuária revitalizada, o valor salta para US$ 6.100/m² e pode chegar na casa de US$ 10 mil.
“A história econômica se repete. Áreas portuárias convertidas em complexos de lazer criam um microclima de valorização que se descola da média da cidade. Em Buenos Aires, o porto vale o dobro ou mais do que um bairro nobre tradicional. Em Itajaí, estamos vendo o início exato desse gráfico”, explica Monteiro, que atua no Brasil e no exterior e conta com o suporte de equipe de estudos e pesquisas que avaliam constantemente os movimentos do mercado imobiliário.

“Atualmente, o metro quadrado de Itajaí (R$ 13.023) ainda custa cerca de 13% a menos do que o de Balneário Camboriú. Porém, entrega rendimento de locação 0,3 a 0,5% superior ao mês devido à demanda executiva do complexo portuário, industrial e logístico, sem falar na estrutura do turismo náutico e da marina, uma das maiores e mais modernas do país. Se a lógica de Puerto Madero se confirmar, onde a área revitalizada supera em mais de 100% os bairros vizinhos, o investidor que se posicionar agora em Itajaí estaria comprando o ativo com o maior upside (potencial de alta) do Brasil”, destaca.
Além disso, um novo fenômeno, similar ao do alargamento da faixa de areia de Balneário Camboriú, deve acontecer a partir do ano que vem com megaprojetos em fase de finalização como a entrega do maior shopping dentro de uma marina no país, que recebeu um investimento de R$ 100 milhões em sua primeira fase. O Boulevard Marina Itajaí com uma megaestrutura e arquitetura “open” voltada para o rio deve ser entregue no ano que vem.
Outro megaprojeto que refletirá em avanço imobiliário, fruto de parceria público-privada, é o novo píer turístico, ao lado do Centreventos e da marina. A obra de R$ 300 milhões, com o projeto executivo já em fase de entrega, faz parte de um pacote de modernização do Porto de Itajaí e será conectada à requalificação da Beira-Rio. O projeto foi desenvolvido pela líder global de engenharia de portos e passageiros, a WSP, responsável por obras icônicas como: Terminal de Cruzeiros de Montreal, o desenvolvimento do Terminal de Cruzeiros de Brisbane, o Nassau Cruise Port e o PortMiami.
Dados compilados pela Sort Investimentos apontam ainda que a região da foz do Rio Itajaí-Açu concentra 40% dos novos alvarás de construção de alto padrão emitidos no litoral norte catarinense no último trimestre de 2025. Além disso, enquanto Balneário Camboriú registrou uma estabilidade técnica em janeiro de 2026 (+0,20%), Itajaí cresceu em ritmo seis vezes superior (+1,36%) no mesmo mês, segundo último relatório da FipeZap. A demanda é crescente por um estilo de vida “náutico-urbano”, onde a vista para a marina e as caminhadas pela beira-rio, voltada para os iates de luxo, substituem o pé na areia.
Sobre o Grupo Sort
O Grupo Sort é comandado por Renato Monteiro e reúne empresas dos segmentos imobiliário, tecnologia, indústria e varejo, entre elas a Fast Sale, a PipeImob Tecnologia, a Sort Empreendimentos e a Sort Investimentos. Com mais de R$ 8 bilhões em ativos sob assessoria, o grupo se destaca pela seleção e gestão de imóveis voltados a investidores de diferentes perfis, com forte atuação no mercado de galpões logísticos. Atualmente, administra mais de R$ 3 bilhões em ativos nesse segmento, com taxa de vacância inferior a 3% e crescimento expressivo em negociações de terrenos e empreendimentos logísticos em todo o país.

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