Em 14 de abril é comemorado o Dia Mundial do Café. Segundo dados governamentais, o Brasil é o maior produtor mundial da bebida, detendo cerca de 33,3% de toda produção mundial. O País também é líder na exportação. Informações do Observatório do Café mostram que apenas no primeiro quadrimestre do ano foram enviadas para o exterior 13,81 milhões de sacas, o que gerou uma receita de US$ 5,23 bilhões. E muito além de uma commodity o café é uma verdadeira experiência sensorial. Mas, apesar de o café ser a segunda bebida mais consumida em território nacional – atrás apenas da água – o brasileiro pouco sabe sobre os tipos de grãos existentes.
Segundo Joshua Stevens, co-fundador e coffee hunter do Café Cultura, o ponto de partida para entender o universo do café é conhecer suas espécies mais comuns: o Arábica e o Canéfora/Robusta, também conhecida como Robusta ou Conilon. A espécie mais cultivada no mundo é a Arábica. Seu diferencial está em suas notas sensoriais e sua doçura natural. Isso acontece porque seu cultivo se dá em altitudes mais elevadas, acima de 800 metros, com temperatura mais baixa, maior teor de umidade e menos luz direta. Dessa forma, os grãos amadurecem tardiamente, o que faz com que suas características se desenvolvam vagarosamente e deem origem a sabores mais complexos.

Já a Canéfora/Robusta não tem tanta complexidade, com menos açúcar e maior teor de cafeína. Cultivado em altitudes inferiores a 600 metros, contém um teor de cafeína maior, o que torna sua utilização muito comum na produção de cafés solúveis e em blends de Arábica de qualidade inferior. “O Arábica é um café com perfil de sabor mais delicado, cuja acidez equilibrada conta com notas que variam de frutadas a florais, sendo muito utilizado em cafeterias especiais. Já o Robusta, com o dobro de cafeína e um corpo mais intenso, tende a ser mais forte e amargo e é mais encontrado em cafés solúveis ou blends para espresso”, explica.
Cafés tradicionais X Cafés especiais
Os cafés ditos tradicionais são misturas de vários tipos de grãos, que podem conter somente Arábica ou Canéfora/Robusta ou uma mistura de ambos. São aqueles disponíveis nos supermercados em pacotes de dois tamanhos, normalmente. “Estes produtos podem conter grãos de qualidade inferior, verdes e outras impurezas. Além disso, muitas vezes são torrados em excesso e moídos bem finos, para mascarar os defeitos. É por isso que não se encontra café tradicional em grãos no supermercado”, ressalta
Já os cafés especiais são resultado do esforço de toda a cadeia de cultivo a fim de obter a melhor qualidade possível em xícara. Avaliados por especialistas, precisam atingir mais de 80 pontos em uma escala sensorial de até 100, o que garante um produto com sabores limpos, doçura natural e aroma marcante. Pioneiro no oferecimento de cafés especiais, o Café Cultura foi fundado com a missão de difundir essa apreciação.
“Trabalhamos exclusivamente com cafés especiais 100% Arábica, com origem rastreável e torrefação artesanal. Para garantir a melhor qualidade possível, sabíamos que o único caminho para nos diferenciarmos em um mercado tão concorrido seria priorizar a agricultura de origem, sustentável e ultra especializada. Abrimos mão da massificação e optamos por um produto proveniente de cafeicultores certificados e valorizamos cada um dos nossos fornecedores, em especial, as cafeicultores que nos fornecem microlotes de um café premium oriundo de um cultivo responsável, o que torna a bebida ainda mais especial”.
E para quem está começando a explorar o universo dos cafés especiais, a dica de Joshua é simples: experimente aos poucos e perceba o que agrada seu paladar. “Se você está acostumado com o café tradicional, que é mais amargo – e até mesmo por isso, exige o uso de açúcar ou adoçante –, comece com um café especial com torra média, que tem notas achocolatadas e corpo mais denso. Aos poucos, vá descobrindo diferentes origens e métodos de preparo, como o coado, a prensa francesa ou espresso”, sugere.
A fim de difundir as diferenças entre os tipos de café e elevar a cultura dos cafés especiais, Joshua Stevens vem realizando workshops sobre o assunto em algumas lojas da rede. O primeiro deles aconteceu na flagship da capital paulista, localizada no bairro de Moema.
Sobre o Café Cultura
(E)coar e (e)levar a cultura da apreciação de cafés especiais, sendo reconhecida como marca-referência no Brasil. Esta é a missão do Café Cultura que, há mais de 20 anos, tem como compromisso oferecer, em cada uma de suas lojas, um ambiente propício a experiências acolhedoras ligadas ao que há de melhor do café e da gastronomia. Essa atmosfera é complementada pela torrefação diária dos grãos 100% Arábica oriundos de fazendas e produtoras independentes com certificado de sustentabilidade e rastreabilidade. Com DNA catarinense e surgida a partir do sonho de uma mineira e de um americano, a rede – que comercializa mais de 5 milhões de xícaras ao ano – atua no franchising desde 2014, tem presença consolidada nos estados do Sul do Brasil e também já conta com operações no Rio de Janeiro, São Paulo e está em expansão para outras localidades brasileiras.
A boa reputação da rede se ratifica por meio das inúmeras premiações e reconhecimentos ao longo dos anos. Entre essas destacam-se “Melhor Café – Veja Santa Catarina” durante 10 anos seguidos de 2004 a 2014; TOP 20 Cafeterias do Brasil da Revista Espresso 2016; Prata na categoria Brand Design – 7ª prêmio ABF+RDI 2017; Prata na categoria Projeto Arquitetônico – 8º Prêmio ABF+RDI 2018; Endeavor – Uma das empresas escolhidas para o programa de organização 2018 /2019; Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (Cafeteria nº 1 do Sul do país; 8ª melhor franquia de cafeterias do Brasil 2019; 4 Estrelas 2023-2024); EY – Ernst & Young Global Limited 2020; Melhores Franquias – A maior rede de cafeterias do Brasil 2021; Design de Varejo – loja do ano 2021; Design de Varejo – 1º lugar na categoria Lojas de Serviços de Alimentação 2021; Bom Gourmet especialidade Brunch 2022; Selo de Excelência em Franchising ABF e VEJA RIO – Comer & Beber indicado 2022/2023. Em 2024, Luciana Melo também foi incluída no grupo de homenageadas na 27ª edição do Programa Empreendedor do Ano Brasil, na categoria Winning Women.

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