Novo Hamburgo recebe documentários sobre a cadeia produtiva da VEJA

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Em 2023, a VEJA, marca franco-brasileira de tênis, levou o coletivo francês La Blogothèque à Amazônia, ao Semiárido do Nordeste e ao Sul do Brasil, dando total liberdade criativa para seus componentes registrarem o cotidiano das comunidades que tornam possíveis os tênis da marca. O resultado desse processo são filmes que mergulham em histórias, territórios e relações humanas que fazem parte da cadeia produtiva da VEJA.

No centro do projeto está “Longe dos Holofotes”, documentário dirigido por Jérémie Battaglia, que apresenta retratos de pessoas ligadas à produção da marca em diferentes regiões do país. Entre elas estão seringueiros e seringueiras da Amazônia, em estados como Acre, Amazonas, Pará e Rondônia; agricultores familiares ligados ao cultivo de algodão agroecológico no Semiárido Nordestino, incluindo atividades no Ceará, na Paraíba, em Pernambuco, no Piauí e Rio Grande do Norte; trabalhadores da indústria calçadista no Rio Grande do Sul; e lideranças de cooperativas de reciclagem da Rede de Catadores do Sul e Sudoeste de Minas Gerais, que integram a cadeia de PET reciclado da marca.

Ao longo do filme, os personagens compartilham memórias, desafios, afetos e perspectivas sobre os territórios onde vivem e trabalham. Fugindo de uma comunicação corporativa tradicional, a VEJA apostou em uma abordagem mais sensível e autoral para contar sua história. Conhecida por projetos audiovisuais ligados ao universo musical e documental, a La Blogothèque constrói em seus filmes uma narrativa guiada pelas paisagens, pelos sons e pelas experiências das pessoas retratadas. “É a primeira vez, em 20 anos, que documentamos de fato, por meio de um filme, o que acontece no Brasil. Não queríamos cair em uma forma de comunicação corporativa, formatada ou excessivamente polida”, afirma Sébastien Kopp, um dos fundadores da VEJA.

No dia 3 de setembro, o projeto estará em Novo Hamburgo (RS) para uma sessão especial e gratuita no Teatro Feevale, a partir das 18h30. Além da exibição de “Longe dos Holofotes”, o público também poderá assistir ao documentário “Catadores”, que retrata o trabalho das cooperativas responsáveis pela coleta e transformação de garrafas PET pós-consumo, matéria-prima utilizada pela VEJA na produção de seus tênis.

As histórias apresentadas nos filmes têm uma conexão direta com a região de Novo Hamburgo, onde estão localizadas as fábricas responsáveis pela produção dos tênis da marca. A sessão faz parte de uma agenda de exibições nas cidades onde os filmes foram feitos, e busca aproximar o público das pessoas e histórias por trás dos tênis.

Após as exibições, haverá um bate-papo com representantes da VEJA e convidados das cadeias produtivas retratadas nos documentários, que conversarão sobre os processos, os desafios e as histórias que conectam diferentes regiões do Brasil à produção da marca.

A programação contará ainda com um momento de recepção antes das exibições e um encontro ao final da sessão, proporcionando um espaço de convivência entre convidados, público e participantes do projeto.

Sessão em Novo Hamburgo

No dia 3 de setembro, o projeto chega a Novo Hamburgo (RS) com uma sessão especial e gratuita no Teatro Feevale, localizado na Universidade Feevale (Campus II), ERS-239, nº 2755, a partir das 18h30.

A programação inclui a exibição dos documentários “Longe dos Holofotes” e “Catadores”, seguida de um bate-papo com representantes da VEJA e convidados das cadeias produtivas retratadas nos filmes. Antes e após as sessões, o público será recebido em momentos de confraternização, reforçando a proposta do encontro de celebrar as pessoas e as histórias que fazem parte da produção dos tênis da marca.

O evento é gratuito, mediante inscrição prévia pelo link, e está sujeito à lotação.

Sobre o “Longe dos Holofotes”

Em “Longe dos Holofotes” , o diretor Jérémie Battaglia apresenta, de forma autêntica e pessoal e em 30 minutos, quatro retratos: Richard Alexander, contramestre em uma fábrica que produz VEJA no Rio Grande do Sul; Irisnete de Castro, seringueira no Acre; Osvaldo Mamédio, agricultor no sertão do Piauí; e Luênia Maria, líder de uma rede de catadores de materiais recicláveis em Minas Gerais. Frente à câmera, cada um compartilha emoções, fatos passados por vezes dolorosos, ambições e esperanças. Separados por milhares de quilômetros, eles narram, à sua maneira, a história de um território complexo e os laços invisíveis que os unem.

“O que eu gosto é de mostrar aqueles que raramente são vistos, ou que são vistos através de uma lente distorcida. Tenho interesse em suas trajetórias de vida, na forma como encontram seu lugar na sociedade. Foi isso que tentei fazer aqui”, diz Jérémie Battaglia.

Sobre os diretores

Christophe Abric

Christophe “Chryde” Abric foi pioneiro em uma nova forma de filmar o som. Em 2003, fundou a La Blogothèque e lançou uma série de filmes musicais únicos, baseados na emoção pura e na beleza do momento. Com formatos como Take Away Shows, Soirées de Poche ou One to One, capturou momentos autênticos ao lado de artistas excepcionais como Nick Cave, Leslie Feist, Alicia Keys, Justin Timberlake e Paul McCartney.

Jérémie Battaglia

Jérémie Battaglia é um diretor franco-canadense cujo trabalho foca em narrativas íntimas e sociais. Ele ganhou fama em 2012 com o curta-metragem Casseroles, seguido de Parfaites (2016), Le Frère (2020) e Une jeunesse française (2024), frequentemente misturando documentário com narrativa visual. Sua abordagem é enraizada em uma sensibilidade genuína e humana. 

Sobre a LA BLOGOTHÈQUE

Fundada em 2003 por Christophe “Chryde” Abric, La Blogothèque é um coletivo baseado em Paris que reinventa a forma de filmar a música. Conhecido por documentar performances ao vivo de um único take, os Take Away Shows, o grupo estabeleceu um estilo cru, íntimo e profundamente humano. Há mais de 20 anos, a La Blogothèque colabora com artistas do mundo todo – de Bon Iver a Phoenix – além de produzir documentários, formatos originais e projetos criativos para instituições e marcas.

Saiba mais sobre a La Blogothèque aqui.

Sobre a VEJA

Em 2004, os amigos franceses Sébastien Kopp e François-Ghislain, fundadores da VEJA, vieram ao Brasil com a ideia de reinventar o processo produtivo de um artigo icônico para sua geração: o tênis. A ideia era fazer, de modo diferente, cada etapa desse sistema de fabricação até o produto final. O objetivo não era somente criar um item de moda, e sim um tênis com impacto positivo.


A VEJA está à frente de todo desenvolvimento dos produtos, que usam algodão agroecológico do Nordeste do Brasil e do Peru, produzido pela agricultura familiar, a borracha nativa da Amazônia e couro do Rio Grande do Sul e do Uruguai, e de sua nova cadeia produtiva, inovadora no mercado, o PET, produzido a partir de garrafas pós-consumo e sem uso de água. Além disso, elaboram novos materiais e novas tecnologias em um processo de melhoria contínua e com visão global de negócio. A distribuição desses calçados no mercado brasileiro começou em 2013, ampliando a atuação da marca, já presente na Europa, Ásia e América.

Saiba mais sobre a VEJA aqui.

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