O amor como território de desejo, dúvida, fertilidade e abismo é o ponto de partida de “Escandalizar Desertos”, terceiro livro de poesia da escritora catarinense Andreia Dacoregio. Depois de ser apresentado em julho na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), um dos principais eventos literários do país, o livro será lançado, a partir das 18h, da quinta-feira, dia 18 de setembro, na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis.
Com 88 páginas, o livro publicado pela Editora Mondru mergulha nas diferentes faces do amor. O próprio título nasce de uma imagem que atravessa a obra: “Amar escandaliza desertos com sua despudorada fertilidade”. Para Andreia, o amor aparece como uma força capaz de transformar paisagens internas, romper a aridez e produzir movimento.
Para Andreia, o livro fala sobre as experiências, dúvidas e descobertas que envolvem o amor. “Escandalizar Desertos é um livro sobre o amor em suas múltiplas nuances e facetas. O amor, esse bailarino de abismos, nos fecunda”, destaca a autora.
Na apresentação da obra, Desirée dos Santos destaca que “a poesia de Andreia vem do mato com plenitudes enraizadas nas dúvidas”. Os poemas percorrem diferentes estados relacionados ao amor, sem buscar respostas definitivas. Como apresenta a própria sinopse, “não há, de fato, nenhuma certeza” nesse percurso.
O lançamento de “Escandalizar Desertos” em Florianópolis acontece depois da estreia do livro na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), realizada em julho deste ano. Na ocasião, Andreia participou de uma mesa com outros autores da Editora Mondru dentro da programação educativa da festa literária.
Para a escritora, apresentar o novo trabalho em Florianópolis, cidade onde vive desde 1987, tem um significado especial. O lançamento também acontece em um espaço que já faz parte da trajetória da poeta, é que no mês de julho deste ano, ao lado de outras três poetas, Andreia lançou o livro “Entrelaçadas”, na Fundação Cultural Badesc. “Realizar o lançamento na Fundação é uma grande alegria. O espaço é lindo e a organização e o profissionalismo de todos os envolvidos são excelentes”, afirma.
A programação do dia 18 contará com as participações do educador e artista Juliano Malinverni e da poeta e cantora Juliana Sell e da cantora Ana Paula Begrow, além da récita de alguns dos poemas de “Escandalizar Desertos” e de uma breve roda de conversa sobre poesia. O livro poderá ser adquirido durante o evento ou pelo site da Editora Mondru.
Descoberta da escrita
A história de Andreia Dacoregio, que é natural de Grão-Pará, no Sul de Santa Catarina, e vive em Florianópolis desde 1987, como escritora começou de maneira inesperada. Formada em Letras – Português/Inglês e apaixonada por literatura, ela conta que foi durante a pandemia que descobriu a escrita como uma possibilidade concreta de criação.
“Descobri que sou escritora na pandemia, a arte sempre foi parte importante da minha vida, fui bailarina por muitos anos, e na pandemia, escrever foi uma forma de manter a sanidade e lidar com todo o medo e angústia do momento. A literatura sempre fez parte de mim, fiz Letras por conta do meu amor pelos livros”, compartilha.
O primeiro livro de Andreia, “A fala da pele”, foi lançado de forma independente em 2021. Em 2024, publicou “O Violão da Matilha”, pela Editora Mondru, obra que trouxe importantes reconhecimentos para a autora. Em 2025, a publicação “O Violão da Matilha” foi adquirida pela Biblioteca do Congresso Americano, que é considerada a maior biblioteca do mundo, e participou, com a Mondru e a Embaixada Brasileira, do Festival do Livro de Paris. Ainda em 2025, figurou entre os 10 finalistas do 2º Prêmio Candango de Literatura, com mais de 900 livros inscritos só na categoria de poesia e escritores de 20 países. Também ficou entre os 10 finalistas do prêmio catarinense Cruz e Souza.
A Fundação Cultural Badesc, que fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis, está com quatro exposições em cartaz: “O Cordão e Pedúnculo” de Maria Luiza Mazzetto, no Espaço Fernando Beck, “outros tipos de palavras” de Guilherme Bruschi, no Espaço Paulo Gaiad, “Ressonâncias do Gesto” de Lena Peixer, no Espaço Lena Peixer e “O Jardim também sonha”, de Clara Fernandes, no Espaço Jardim. A entrada é gratuita e a visitação pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h e aos sábados, das 10h às 16h.

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