Incorporadora de Florianópolis aposta em projetos que vão além dos edifícios

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Em uma cidade marcada pela relação entre patrimônio, natureza e expansão urbana, a RBV (Rui & Bulcão Vianna) Incorporadora busca transformar o papel dos novos empreendimentos no desenvolvimento de Florianópolis. Fundada na Capital catarinense pelos engenheiros Gustavo Bulcão Vianna e Rui Cruz, a empresa tem como uma das principais frentes a regeneração urbana da região central.

A incorporadora busca compreender como cada projeto se relaciona com a rua, o bairro e a história do lugar onde está inserido. Sob o conceito “Alma local, visão global”, a RBV reúne as experiências dos dois sócios, que possuem trajetórias ligadas a diferentes cidades e países.

O Centro de Florianópolis ocupa posição estratégica nessa visão. A região concentra patrimônio histórico, comércio, serviços, equipamentos públicos e infraestrutura já consolidada.

Para a incorporadora, essas características criam condições para uma ocupação urbana que favoreça deslocamentos menores e uma maior proximidade entre moradia, trabalho e atividades cotidianas.

Essa perspectiva dialoga com o conceito de “cidade de 15 minutos”, desenvolvido pelo urbanista franco-colombiano Carlos Moreno. Paris, na França, se tornou uma das principais referências dessa abordagem ao investir na valorização dos bairros, na mobilidade ativa e na oferta de serviços de proximidade.

Em Florianópolis, a RBV enxerga no Centro um espaço especialmente conectado a essa lógica. A intenção é estimular a reocupação da área central, fazendo com que ela volte a reunir mais moradores, comércio, circulação de pessoas e atividades cotidianas.

Uma história que atravessa gerações

A relação de um dos sócios com Florianópolis também passa pela própria história da cidade. Gustavo Bulcão Vianna é trineto de Antônio Vicente Bulcão Vianna, governador de Santa Catarina responsável pela inauguração da Ponte Hercílio Luz, em 1926.

A estrutura se tornou um marco da ligação entre a Ilha e o Continente e permanece, um século depois, como um dos principais símbolos da Capital.

Para Gustavo, essa conexão familiar com momentos importantes da transformação urbana de Florianópolis é encarada como uma responsabilidade diante das próximas gerações.

“Cada geração recebeu uma Florianópolis e ajudou, de alguma maneira, a construir a cidade que entregaria para a geração seguinte. O Centro é onde estão a memória, cultura e boa parte da nossa identidade. Ao mesmo tempo, precisa voltar a ter mais moradores, mais crianças, mais comércio, mais vida nas ruas e mais pessoas caminhando”, destaca Bulcão Vianna.

“Essa relação influencia diretamente a RBV. Não queremos simplesmente ocupar terrenos e construir edifícios. Queremos entender o lugar, respeitar sua história e pensar no que cada projeto pode devolver para a cidade”, destaca o engenheiro Gustavo.

Da experiência internacional ao cotidiano local

A trajetória de Rui Cruz acrescenta uma perspectiva internacional à empresa. Nascido em Portugal, o engenheiro chegou ao Brasil em 2011 e acumula experiência em obras residenciais e comerciais realizadas em diferentes países.

Há cerca de 15 anos em Santa Catarina, participou do desenvolvimento de equipamento para a cidade, como Aeroporto de Navegantes, Supermercado Imperatriz de Jurerê Internacional e Hospital Vista, no Centro de Florianópolis.

“A experiência de viver e conhecer diferentes países e cidades me trouxe, principalmente, a sabedoria de aceitar e respeitar as diferenças. Fez-me acreditar que a riqueza e o valor de cada cidade têm como base a cultura, a tradição e a memória de cada local. A transformação de uma região só ganha verdadeiro sentido quando conseguimos incorporar o “ontem” para conectá-lo ao ‘amanhã’”, afirma Rui Cruz.

A partir dessa visão, a RBV defende que o planejamento de um empreendimento não deve terminar nos limites do terreno. A relação com calçadas, comércio, paisagem, áreas de convivência e demais elementos do entorno também faria parte da experiência urbana proporcionada por um projeto.

“A principal mudança acontece quando deixamos de pensar um empreendimento apenas da porta para dentro e começamos a pensar também na cidade que existe da porta para fora. Por isso, acredito que o verdadeiro luxo urbano não está apenas dentro de casa. Luxo também é sair e encontrar uma cidade boa do lado de fora”, acrescenta Rui.

O desafio de crescer sem perder a identidade

Para a RBV, a discussão sobre o futuro de Florianópolis passa menos pela possibilidade de crescimento e mais pelas escolhas que serão feitas durante esse processo.

A empresa defende que a expansão da Capital pode caminhar junto à preservação de características que fazem parte de sua identidade.

“Florianópolis vai continuar crescendo. A questão mais importante não é simplesmente discutir se a cidade vai crescer, mas como queremos que ela cresça. Queremos uma Florianópolis mais caminhável, com bairros de uso misto, bons espaços públicos, comércio próximo, cultura, natureza, mobilidade e lugares onde as pessoas realmente queiram permanecer”, defende Bulcão Vianna.

A RBV defende ainda a construção de projetos em que não somente os clientes tenham orgulho, mas também lugares dos quais Florianópolis tenha satisfação em possuir.

“Porque o verdadeiro legado de uma incorporadora não deveria ser medido apenas pelos metros quadrados que construiu, mas pela qualidade de cidade que ajudou a deixar para quem vem depois de nós”, finaliza o engenheiro Gustavo Bulcão Vianna.

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