A blefaroplastia é uma das cirurgias mais desejadas por quem busca um olhar mais descansado e rejuvenescido. Mas, em meio à popularização dos procedimentos estéticos, um ponto essencial ainda passa despercebido: a escolha do profissional certo é determinante não apenas para o resultado estético, mas também para a saúde dos olhos.
A cirurgia das pálpebras não envolve apenas a retirada de pele. A região concentra estruturas responsáveis pela proteção ocular, pela lubrificação e proteção dos olhos. Quando essas estruturas não são respeitadas, o resultado pode ir além da insatisfação estética. Pacientes com olho seco severo, usuários de lentes de contato ou com alterações oculares precisam de avaliação e cuidados específicos antes e após a cirurgia.

“É fundamental garantir que a pálpebra fique bem posicionada no pós-operatório, evitando problemas como dificuldade para fechar os olhos, lacrimejamento excessivo, retração palpebral ou edema persistente da conjuntiva”, explica a oftalmologista e cirurgiã plástica ocular, Bruna Rymer.
Entre os problemas mais comuns decorrentes de procedimentos mal executados estão o olho seco persistente, dificuldade de fechar os olhos, cicatrizes aparentes e alterações na posição das pálpebras.
“São complicações que impactam diretamente a qualidade de vida do paciente, por isso uma análise correta é bem importante para garantir o melhor resultado. Estética segura também é autocuidado”, alerta a especialista.
Blefaroplastia em números
Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), a Blefaroplastia é hoje a cirurgia estética mais realizada no mundo. Em 2024 foram cerca de 2,1 milhões de procedimentos, um crescimento de 13,4% em relação ao ano anterior. No Brasil, o procedimento está em terceiro lugar com 231. 293 intervenções, ficando atrás apenas da lipoaspiração (289.766) e do aumento de mamas (232.593).
Sobre Bruna Rymer
Bruna Rymer é médica formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com especialização em Transplante de Córnea pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre e em Cirurgia Plástica Ocular pelo Hospital Banco de Olhos do Rio Grande do Sul e pela Santa Casa de São Paulo. É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular e atuou por 11 anos como preceptora no Grupo Hospitalar Conceição, período em que consolidou sua experiência e aprofundou sua formação em Oftalmologia.

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