Estética e respiração no mesmo procedimento: por que a rinosseptoplastia exige alta especialização

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O nariz ocupa posição central na harmonia facial — mas sua importância vai muito além da estética. Cada vez mais, cirurgias que remodelam a estrutura nasal vêm associadas à correção de alterações funcionais, como desvio de septo e problemas valvulares. Essa abordagem integrada é conhecida como rinosseptoplastia.

“A tendência moderna é não dissociar estética de função. O nariz é uma estrutura respiratória complexa. Qualquer intervenção precisa respeitar e, se possível, melhorar sua funcionalidade”, afirma o otorrinolaringologista do Hospital Paulista e da Santa Casa de São Paulo, Dr. José Eduardo Lutaif Dolci.

Busca por harmonia facial cresce, mas especialistas reforçam que função respiratória deve ser prioridade na cirurgia nasal. Divulgação

Diferentemente da rinoplastia exclusivamente estética, a rinosseptoplastia associa a remodelação externa à correção interna do septo nasal e de outras estruturas que podem comprometer a respiração. O procedimento exige planejamento detalhado e conhecimento tridimensional da anatomia nasal.

A evolução da técnica

Nos últimos anos, a cirurgia nasal passou por refinamentos importantes. Ganhou força a chamada abordagem estrutural, com uso de enxertos para garantir suporte e estabilidade a longo prazo, além de técnicas preservacionistas que buscam manter ao máximo as estruturas naturais do dorso nasal.

Entre os conceitos debatidos na literatura especializada estão a preservation rhinoplasty, o uso do septal extension graft (SEG) para controle da ponta nasal e a atenção às válvulas nasais — áreas críticas para a manutenção do fluxo aéreo.

“O grande desafio é alcançar um resultado natural, harmônico e duradouro, sem comprometer a respiração. Pequenos milímetros podem alterar significativamente tanto a estética quanto a função”, destaca Dolci.

Segurança e formação técnica

Considerada uma das cirurgias mais complexas da face, a rinosseptoplastia possui curva de aprendizado longa. Complicações como colapso valvular, irregularidades do dorso e assimetrias tardias estão frequentemente relacionadas a falhas no planejamento ou na execução técnica. Com o aumento da procura por procedimentos faciais, cresce também a importância da formação especializada e da atualização constante.

“A cirurgia nasal exige domínio anatômico, visão funcional e experiência prática. A educação médica continuada é fundamental para manter padrões elevados de segurança e previsibilidade”, afirma o especialista.

Atualização científica

É nesse contexto que ocorre, nos dias 19, 20 e 21 de março, a 62ª edição do Curso de Rinosseptoplastia Estética e Funcional da Santa Casa de São Paulo. A programação inclui revisão de anatomia aplicada, discussão de desvios septais complexos, técnicas estruturais da ponta nasal, osteotomias, enxertos e treinamento prático em laboratório anatômico, além de cirurgias ao vivo.

“A troca de experiências e o treinamento supervisionado são decisivos para aprimorar técnica e reduzir intercorrências. A evolução da rinosseptoplastia está diretamente ligada à qualificação profissional”, conclui Dolci.

Sobre o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

Fundado em 1974, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia possui cinco décadas de tradição no atendimento especializado em ouvido, nariz e garganta e durante sua trajetória, ampliou sua competência para outros segmentos, com destaque para Fonoaudiologia, Alergia Respiratória e Imunologia, Distúrbios do Sono, procedimentos para Cirurgia Cérvico-Facial, bem como Buco Maxilo Facial. Referência em seu segmento e com alta resolutividade, conta com um completo Centro de Medicina Diagnóstica em Otorrinolaringologia. Dispõe de profissionais de alta capacidade oferecendo excelentes condições de suporte especializado 24 horas por dia. 

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