Santa Catarina lidera risco de câncer de pele no Sul  

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Santa Catarina está entre os estados brasileiros com maior risco proporcional de câncer de pele. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para 2023 a 2025, o estado deve registrar cerca de 1.040 novos casos de melanoma por ano, número superior ao projetado para Rio Grande do Sul (750 casos/ano) e Paraná (610 casos/ano). Em termos de risco populacional, Santa Catarina apresenta uma taxa estimada de 12,99 casos por 100 mil habitantes, mais de três vezes acima da média nacional, que é de aproximadamente 4,13 casos por 100 mil habitantes.

De acordo com dados do INCA, o câncer de pele não melanoma é o tipo mais frequente no Brasil, e os estados do Sul concentram taxas elevadas da doença. Em Santa Catarina, fatores como clima, perfil populacional e hábitos culturais contribuem para o aumento dos casos, especialmente no litoral, onde a exposição ao sol é intensa durante o verão.

Santa Catarina está entre os estados brasileiros com maior risco proporcional de câncer de pele. Divulgação

Segundo Franciele Barcelo Silva Souza, Professora do Curso de Biomedicina da Faculdade Anhanguera de Joinville, a prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo as principais estratégias para reduzir complicações e aumentar as chances de cura. “O câncer de pele, quando identificado nas fases iniciais, apresenta índices muito altos de sucesso no tratamento. O problema é que muitas pessoas ainda negligenciam sinais como manchas, feridas que não cicatrizam ou alterações em pintas”, alerta.

Além da exposição solar excessiva, a falta de uso adequado de protetor solar e a crença de que o risco existe apenas no verão contribuem para o avanço da doença. “O cuidado com a pele deve ser contínuo. Mesmo em dias nublados ou fora da alta temporada, a radiação ultravioleta continua presente”, reforça a especialista da Faculdade Anhanguera.

Outro ponto de atenção é o impacto do verão e do Carnaval no aumento da exposição solar prolongada. Longas horas ao ar livre, consumo de álcool e desidratação reduzem a percepção de risco e dificultam a adoção de medidas de proteção. “Durante grandes eventos e férias, as pessoas costumam esquecer práticas básicas de cuidado, como reaplicar o protetor solar e usar barreiras físicas, como chapéus e roupas adequadas”, explica.

A docente da Anhanguera destaca a recomendação de uso diário de protetor solar com fator adequado, evitar exposição nos horários de maior radiação (entre 10h e 16h) e manter acompanhamento médico regular, especialmente para pessoas com histórico familiar da doença.

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