Arquitetura cria fachada que muda conforme o olhar no Centro de Florianópolis

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Quem passa pela Avenida Rio Branco, no Centro de Florianópolis, terá uma percepção diferente do novo edifício conforme muda o ponto de observação. Essa foi uma das premissas do Parkside Rio Branco, projeto assinado pela Desterro Arquitetos, que utiliza volumes, planos, cores e elementos vazados para criar uma fachada com diferentes leituras ao longo da via.

A proposta parte da ideia de evitar uma composição estática. O edifício foi desenhado para ganhar movimento visual conforme pedestres e motoristas percorrem a avenida, explorando profundidade, sobreposições e diferentes planos arquitetônicos.

O projeto também busca ampliar a relação entre o prédio e a cidade. No térreo, estão previstos boulevard, áreas comerciais e espaços de convivência conectados à calçada, reduzindo a sensação de um edifício isolado do entorno. “O desafio era pensar em um prédio que tivesse identidade, mas que também estabelecesse uma relação com a escala da rua e com quem circula diariamente pelo Centro. A arquitetura foi concebida para ser percebida em movimento”, afirma Alexandre Muller, CEO da Parkside.

Além da arquitetura da Desterro Arquitetos, o empreendimento terá paisagismo e projeto luminotécnico assinados pelo Le Nôtre. A iluminação foi pensada como parte da composição arquitetônica, ajudando a destacar volumes, profundidades e elementos da fachada também no período noturno. Localizado no número 209 da Avenida Rio Branco, o projeto terá uma torre com 160 unidades, entre studios e apartamentos de um e dois dormitórios. A entrega está prevista para o segundo semestre de 2029.

A proposta arquitetônica acompanha ainda um processo de transformação da região central de Florianópolis, que reúne projetos de requalificação urbana e novos usos residenciais. Para Muller, a arquitetura precisa considerar não apenas quem estará dentro do edifício, mas também seu impacto sobre a cidade.

“Um prédio passa a fazer parte da paisagem por décadas. Por isso, o projeto não pode olhar apenas para dentro. Ele precisa pensar também no que entrega para a rua e para quem vive a cidade”, completa.

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