A roupa de academia já não precisa ficar na academia. Leggings combinadas a camisas, tops sob blazers, jaquetas esportivas com jeans e conjuntos que compõem o aero look mostram como peças desenvolvidas para a prática de exercícios passaram a ocupar outros espaços do guarda-roupa. Conhecido como athleisure, o movimento aproxima moda esportiva e vestuário casual e coloca conforto e funcionalidade entre os atributos cada vez mais valorizados pelas consumidoras.
Essa transformação também movimenta a indústria da moda fitness. É nesse mercado que atua a Baunny, confecção especializada em moda fitness premium, que desenvolve e produz coleções para outras marcas no modelo White Label. Atualmente, a empresa atende cerca de 300 marcas no Brasil e no exterior e trabalha com diferentes modelagens, tecidos e tecnologias voltados à performance e ao conforto.
O cenário acompanha a expansão do mercado de roupas esportivas. Segundo o IMARC Group, o segmento movimentou US$ 4,44 bilhões no Brasil em 2025 e deve alcançar US$ 6,20 bilhões até 2034, com crescimento médio anual de 3,65% entre 2026 e 2034. O instituto aponta a crescente demanda por roupas de athleisure entre os fatores que impulsionam o setor. Já a Euromonitor estima que o sportswear movimentou R$ 36,8 bilhões no país em 2025, impulsionado também pela busca por bem-estar e roupas funcionais.
Quando a roupa de treino ganha novas funções
A mudança no comportamento das consumidoras também altera o que se espera de uma peça esportiva. Mais do que acompanhar o treino, ela precisa responder a diferentes ocasiões e combinar desempenho com estética.
Para Raissa de Albuquerque, cofundadora e diretora de operações da Baunny, essa demanda tem reflexos diretos no desenvolvimento das coleções. “Hoje, a consumidora quer peças que acompanhem diferentes momentos do dia. Por isso, as marcas precisam pensar em produtos que entreguem performance, mas que também tenham estética, caimento e conforto para além do treino”, explica.
Nesse contexto, recursos tradicionalmente associados ao universo esportivo, como respirabilidade, secagem rápida, controle de umidade, conforto térmico e compressão, passam a ser desenvolvidos em conjunto com atributos ligados à moda, como toque, modelagem e acabamento.
Para as marcas, o movimento também amplia as possibilidades de construção de coleções. Na Baunny, por exemplo, tecidos, modelagens e tecnologias são combinados de acordo com a proposta e a identidade de cada negócio. “Quando a peça vai transitar por diferentes ocasiões, o desenvolvimento precisa considerar o conjunto da experiência. O tecido e a modelagem precisam entregar a funcionalidade esperada de uma roupa fitness, mas também ter um acabamento e um caimento que façam sentido para outros momentos”, afirma Raissa.
Com essa aproximação, a divisão entre moda fitness e vestuário casual se torna cada vez menos rígida. O resultado é um mercado em que peças esportivas deixam de ser associadas exclusivamente ao exercício e passam a disputar espaço também em produções de viagem, lazer e rotina.
Sobre a Baunny
Criada em Curitiba (PR), a Baunny atua no desenvolvimento e na produção de moda fitness premium para o mercado B2B, com foco em soluções de White Label. A empresa iniciou suas atividades em 2025 para atender negócios que buscam desenvolver coleções próprias sem precisar estruturar uma operação fabril. Hoje, oferece um catálogo de modelos já desenvolvidos e testados, que podem ser escolhidos pelas marcas e adaptados à identidade de cada coleção, além de trabalhar com tecidos de posicionamento premium e recursos como proteção UV. A Baunny atende cerca de 300 marcas no Brasil e no exterior, com clientes em mercados como Estados Unidos, Uruguai e Dubai.

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