Depois de um dia corrido na rua, é muito comum que o primeiro destino de muitas pessoas seja o sofá. O móvel é associado aos momentos de descanso, conversas em família, reuniões com amigos e o lazer enquanto os moradores assistem seus streamings favoritos e as partidas e videogame. Presente em salas de estar, livings, salas de TV e, cada vez mais, em varandas integradas, ele ocupa posição central na dinâmica dos ambientes sociais.
Nos projetos de interiores, arquiteta Juliana Faria afirma que, pela relevância do sofá, eleger o modelo ideal demanda atenção com base em diversos fatores como conforto, proporção em relação ao ambiente, circulação, linguagem estética e que, sobretudo, atenda às necessidades e expectativas dos moradores.

“Na análise dessas características, tenho preferência por incorporar o equilíbrio entre peças confortáveis e esteticamente agradáveis. Considero sempre o pressuposto que a beleza importa, mas não a ponto de ser deixar de lado a comodidade e ergonomia”, avalia a profissional.
Ainda de acordo com ela, a seleção começa com a análise do ambiente e a rotina dos moradores para definir questões como a altura dos encostos, largura dos braços, profundidade, tipo de base, densidade da espuma e o revestimento.
Living, sala de estar e sala de TV exigem soluções diferente
Na opinião da profissional, a ideia de um modelo universal de sofá para todos os ambientes está longe de ser realidade. “Saber qual será o uso do espaço, seja como sala de estar ou de TV, é um dos principais requisitos que determina o móvel”, diz ela.

Quando a planta do imóvel conta com uma sala de TV separada do estar, Juliana ilustra a perspectiva de considerar opções de sofás mais confortáveis e profundos, uma vez que há um espaço dedicado especificamente ao relaxamento e entretenimento.
“Imaginando que uma pessoa passa um tempo relativamente grande no sofá para assistir seus programas favoritos, a ocasião pede a oportunidade de se deitar, esticar as pernas ou mesmo sentar-se com comodidade para a coluna. Em hipótese alguma o móvel pode ser responsável por desconfortos ou dores físicas”, verbaliza Juliana.

Fotos: Gustavo Awad
Entretanto, ela alega que a separação desses ambientes não é realidade na maioria dos imóveis em função da metragem. Por isso, seu foco é sempre priorizar um sofá híbrido para atender diferentes finalidades como recepcionar pessoas, acomodar durante o descanso e contribuir no visual do ambiente.

O que observar antes de comprar um sofá
Entre os pontos destacados pela profissional está a largura dos braços que, conforme observa Juliana, se apresenta com medidas mais enxutas, favorecendo o aproveitamento da área de assento, como também na circulação do ambiente. “Não precisa ser um braço extremamente fino e entre 15 e 20 cm costuma funcionar muito bem”, orienta ela complementando que braços mais largos, em torno de 30 cm, deixam o sofá visualmente pesado.

A base do móvel também influencia na leitura do espaço. Alguns modelos apresentam uma estrutura robusta na parte inferior, mas compensam esse volume com laterais e encostos mais baixos, resultando em uma composição visualmente equilibrada. Outro aspecto valorizado pela arquiteta são os sofás elevados do piso. “Os sofás soltos no chão entregam uma sensação maior de fluidez. Você consegue perceber a continuidade no ambiente e isso contribui para uma leitura mais leve”, determina a profissional.
Formato deve acompanhar a circulação
O desenho do sofá também varia de acordo com a maneira como as pessoas circulam pelo ambiente.

consegue acomodar mais pessoas, sem contar o encosto baixo, que alonga o visual | Fotos: Gustavo Awad
Quando o sofá fica posicionado no centro do ambiente ou recebe circulação ao redor, versões sem braços costumam proporcionar composições mais desafogadas. Juliana reitera que os sofás envolventes, que denotam designs com linhas orgânicas e a impressão de abraçar quem se senta, também são alternativas a serem consideradas.
Crianças e pets não excluem tecidos mais claros
A arquiteta relata ser recorrente os pedidos por sofás com tecidos mais escuros quando a família é composta por crianças pequenas e animais de estimação. Entretanto, ela esclarece que esse cenário não é uma condição imediata para cores intensas e o segredo está na escolha dos tecidos. “A tecnologia têxtil é pensada para ajudar em situações como o derramamento de líquidos, riscos de canetas e os fios puxados pelas unhas de cachorros e, principalmente de gatos”, sugere Juliana mencionando as variações de bege e cinza como opções intermediárias.
Sofá conservado por muito tempo
A qualidade conta, mas a vida útil do móvel está diretamente relacionada aos cuidados adotados na rotina de casa. Medidas simples de limpeza e manutenção ajudam a preservar o tecido e evitar desgastes prematuros independentemente do material e da cor escolhida. Entre as recomendações, ela orienta:
- Aspirar o sofá semanalmente para remover poeira e pelos;
- Limpar as manchas assim que surgirem e periodicamente realizar uma higienização profissional;
- Uso de mantas;
- Manter o sofá longe da incidência direta do sol para evitar o desbotamento.
Sobre a arquiteta Juliana Faria
Juliana é arquiteta com sólida experiência em projetos de arquitetura de interiores. Depois de uma carreira no mundo corporativo, em 2026 completa 8 anos à frente do seu escritório. Em seus projetos, apresenta seu olhar apurado para composição, materiais e funcionalidade, aliado a uma habilidade natural de comunicação que faz seus clientes se sentirem ouvidos e seguros ao longo de todo o processo. Sua abordagem combina rigor técnico com sensibilidade humana — o resultado são espaços que não apenas impressionam visualmente, mas que fazem sentido para quem os habita.
Instagram: @arq.julianafaria
Telefone: +55 (11) 96311-3641

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