Estética regenerativa combate a queda de 30% de colágeno em mulheres na menopausa

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A menopausa é frequentemente associada às ondas de calor, alterações hormonais e mudanças emocionais, mas um dos efeitos mais percebidos pelas mulheres costuma aparecer diante do espelho. A redução de até 30% da produção de colágeno durante essa fase pode provocar perda de firmeza, afinamento da pele e alterações no contorno facial, transformações que impactam a aparência feminina e, consequentemente, sua autoestima.

Um levantamento realizado pela Galderma mostrou que 60% das mulheres afirmam sentirem-se menos atraentes por conta das alterações cutâneas nessa fase da vida, enquanto 57% relataram aumento da ansiedade. Como o estrogênio participa diretamente da manutenção das fibras de colágeno e elastina, a redução desse hormônio acelera sinais como flacidez, ressecamento e perda de viço.

Para a Dra. Vanessa Duarte, especialista em harmonização orofacial e sócia-fundadora da Espaço Facial, o envelhecimento feminino ainda é atravessado por uma pressão estética desproporcional.

“Existe uma cobrança intensa para que a mulher seja jovem o tempo inteiro. Durante a menopausa, muitas pacientes passam por mudanças corporais importantes e, ao mesmo tempo, sentem que precisam continuar transmitindo disposição, vitalidade e juventude para todos ao seu redor. Isso é uma frustração tamanha, já que o avanço natural do envelhecimento não acompanha essa demanda social”, conta Dra. Vanessa.

Novas tecnologias permitem frear os sinais do tempo de forma minimamente invasiva, priorizando a saúde da pele e a preservação dos traços naturais. Divulgação

Segundo a especialista, a procura por procedimentos nessa fase da vida cresceu nos últimos anos, mas de maneira diferente. As pacientes têm buscado resultados mais sutis e naturais, muito influenciadas pela tendência quiet beauty, que valoriza uma estética discreta de intervenções pouco perceptíveis

“Hoje existe uma rejeição muito maior aos excessos. A mulher madura quer continuar parecendo ela mesma, se comparando menos a celebridades como ocorria nos anos 2000. O foco deixou de ser realizar “a cirurgia da famosa x” e passou a ser realçar a própria identidade com tratamentos direcionados”, relata.

Nesse contexto, os bioestimuladores de colágeno se destacam entre os procedimentos mais procurados. Diferente de técnicas voltadas apenas para preenchimento, eles atuam estimulando o organismo a produzir novas fibras dessa proteína de forma gradual. A aplicação cria uma resposta biológica no tecido cutâneo, ajudando a melhorar sustentação, textura e elasticidade com resultado prolongado por meses.

Dra. Vanessa explica que o tratamento acompanha justamente uma tendência de estética regenerativa, conceito que prioriza procedimentos pouco invasivos e de rápida recuperação, de modo a priorizar o conforto do paciente e a resposta natural do corpo ao procedimento.

Além dos bioestimuladores, protocolos com skinboosters e ultrassom microfocado também têm sido incorporados aos tratamentos para mulheres no climatério e pós-menopausa. Os skinboosters, por exemplo, priorizam hidratação profunda e viço, já o ultrassom microfocado age nas camadas mais profundas da pele para auxiliar na firmeza e no efeito lifting sem cirurgia.

“O resultado não é um rosto artificial ou sem expressão. Muitas mulheres chegam dizendo que não querem parecer mais jovens, apenas não querem que o rosto reflita um cansaço constante. Quando chega a meia-idade, as mulheres lidam com as diversas transformações hormonais ao mesmo tempo em que permanecem como as chefes de família e estão no auge da vida profissional. É claro que isso impacta diretamente a própria aparência e sensação de vitalidade”, conclui Vanessa.

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