Não espere sete anos pra saber, a endometriose tem diagnóstico

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Março é o mês mundial de conscientização da endometriose, condição que afeta uma em cada 10 mulheres. Apesar da alta prevalência e dos sintomas característicos, a endometriose ainda tem no diagnóstico o seu principal desafio e leva, em média, sete anos para ser estabelecido. O atraso impacta diretamente a qualidade de vida, com quadros de dor pélvica crônica, cólicas intensas, dor nas relações sexuais e infertilidade, frequentemente subestimados ou normalizados.

Por que o diagnóstico ainda é um desafio?

A complexidade da doença, caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, dificulta a identificação precoce. Os sintomas variam e podem ser silenciosos, exigindo investigação criteriosa, envolvendo avaliação clínica, exames de imagem e, quando necessário, confirmação por análise anatomopatológica, etapa essencial para diferenciar a endometriose de outras condições e orientar o tratamento adequado.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 190 milhões de mulheres convivem com a doença no mundo, mais de 8 milhões apenas no Brasil. Divulgação

Segundo o CIPAC Diagnósticos, a precisão nessa fase é determinante. “A análise anatomopatológica confirma o diagnóstico e evita tratamentos imprecisos, reduzindo o tempo de sofrimento da paciente”, afirma a responsável técnica pelo laboratório, Luzete Granero. Fechando o mês de conscientização sobre o tema, é importante ampliar o debate sobre a doença e reforçar um alerta central: dor não deve ser normalizada. O acesso à informação qualificada e ao diagnóstico especializado é fundamental para reduzir o tempo de sofrimento e garantir o tratamento adequado no momento certo. “O diagnóstico correto permite que a paciente receba a conduta mais eficaz e viva com mais qualidade”, reforça Granero.

Quando procurar ajuda especializada

A avaliação médica é recomendada diante de:

  • Cólicas menstruais intensas e incapacitantes
  • Dor pélvica persistente
  • Dor durante as relações sexuais
  • Alterações intestinais ou urinárias no período menstrual
  • Dificuldade para engravidar

A identificação precoce dos sinais pode acelerar o diagnóstico e tornar o tratamento mais efetivo, reduzindo o risco de complicações.

Sobre o CIPAC Diagnósticos

O CIPAC Diagnósticos é referência em patologia no Vale do Itajaí, com atuação no apoio ao diagnóstico de doenças ginecológicas e oncológicas. A instituição conta com equipe multiespecializada e estrutura para exames avançados, incluindo imuno-histoquímica e biologia molecular. Com a nova sede em Blumenau, projeta ampliar sua capacidade para até 20 mil exames mensais, reforçando sua atuação em precisão diagnóstica e inovação.

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