O sofá ocupa um lugar central na sala de estar. Sua função vai além de acomodar: o móvel participa da arquitetura do ambiente, estabelece proporções e ajuda a organizar a composição. Entre volumes generosos e linhas precisas, o estofado assume protagonismo em projetos que valorizam conforto e identidade.
Para a designer Daniela Ferro, o desenho precisa encontrar equilíbrio entre presença e bem estar. “O sofá modular é uma peça que determina muito da personalidade de um ambiente. Ele precisa oferecer conforto, mas também estabelecer uma relação de equilíbrio com a arquitetura e com os outros móveis. Gosto de pensar no estofado como um elemento que acolhe e, ao mesmo tempo, desenha o espaço”, comenta.
Em sua produção para marcas como Marê Mobília, Franccino e Enele, a designer explora diferentes maneiras de trabalhar a relação entre forma e uso. O resultado aparece em peças com identidades próprias, pensadas a partir da experiência de quem as utiliza.








Na Marê, os sofás modulares Ginga e Compasso partem da combinação entre volumes e linhas contínuas. Os desenhos têm presença e mantêm leveza visual, o que permite sua inserção em ambientes de linguagem minimalista ou em composições construídas pela mistura de materiais e texturas.
Na Franccino, modelos como Dara, Marés, Boto e Antonio apresentam outras possibilidades para a área de estar. Com desenhos distintos, os sofás revelam atenção à escala e ao conforto. As configurações permitem criar ambientes mais intimistas ou áreas amplas de convivência.
Para a Enele, Daniela desenvolveu os modelos Átimo e Loop, em que a relação entre corpo e objeto orienta o desenho. Os volumes acolhedores mostram como ergonomia e forma podem caminhar juntas, incorporando o conforto à própria linguagem da peça.
Enquanto o sofá costuma organizar a área social, a poltrona oferece liberdade para experimentar. Ela pode acompanhar uma mesa lateral, compor um canto de leitura ou introduzir uma nova escala no ambiente.
Os modelos Cordel, Benke e Bentevi, também desenvolvidos para a Enele, exploram essa presença mais pontual do mobiliário. As peças funcionam de maneira independente e também estabelecem relações com o restante da composição por meio de materiais e formas.
“As poltronas têm uma liberdade diferente do sofá. Elas podem criar um canto de leitura, marcar uma transição entre ambientes ou simplesmente trazer uma nova escala para a composição. São peças que permitem brincar mais com a disposição e com a personalidade do espaço”, explica Daniela.
Sofás e poltronas participam diretamente da experiência de estar. Seus desenhos determinam distâncias e influenciam a maneira como o ambiente é percebido e vivido. Quando bem escolhidos, passam a integrar a arquitetura do morar.
Daniela Ferro
Site: https://www.danielaferro.com.br
Instagram: @danielaferrodesigner

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