Zanotto lança linha elaborada com uvas originárias italianas cultivadas nos Campos de Cima da Serra

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Os vinhos Zanotto mais uma vez ampliam seu portfólio de vinhos finos com o lançamento da Vero Talian, nova linha que nasce do cultivo próprio de variedades de origem italiana no terroir dos Campos de Cima da Serra. O projeto, que chega ao mercado inicialmente com três rótulos – Vero Talian Rebo, Vero Talian Sangiovese e Vero Talian Montepulciano -, representa mais uma etapa do trabalho de pesquisa e desenvolvimento conduzido pela vinícola para explorar o potencial de diferentes variedades na região a fim de oferecer rótulos nacionais de alto nível ao público apreciador. 

Segundo André Donatti, enólogo-chefe do Zanotto, as uvas Sangiovese, Rebo e Montepulciano se adaptaram muito bem às condições particulares dos Campos de Cima da Serra, marcada pela elevada altitude, boa amplitude térmica e maturação lenta. “É uma região relativamente nova no cultivo, o primeiro vinhedo na propriedade foi plantado em 2015, com a Merlot, que se adaptou muito bem, assim como Sauvignon Blanc e Pinot Noir”, ele explica. “Depois fomos para outros cultivares que consideramos interessantes, entre eles essas uvas de origem italiana.” Donatti acrescenta que esta é a quarta colheita da Sangiovese, assim como da Rebo, variedade ainda pouco conhecida no Brasil. Já a Montepulciano faz sua estreia na nova linha – a variedade foi colhida pela primeira vez em 2025. 

Vero Talian: raízes italianas, expressão dos Campos de Cima da Serra

O nome Vero Talian foi escolhido para representar a união entre autenticidade, origem e identidade. “Vero”, em italiano, significa verdadeiro, genuíno. Já “Talian” é uma língua de imigração formada no Brasil a partir, principalmente, de variedades do vêneto trazidas pelos imigrantes italianos e do contato com o português e outros falares presentes no Sul do país. Transmitido entre gerações, tornou-se parte da herança cultural dos descendentes de italianos e um símbolo da identidade construída por essas comunidades em território brasileiro.

Na linha Zanotto, esse nome ganha um significado próprio: representa variedades de origem italiana que encontram, nos Campos de Cima da Serra, um novo território para se expressar. São vinhos que carregam a memória da Itália em sua origem, mas desenvolvem personalidade, estrutura e características próprias a partir do clima, da altitude e do terroir da região.

A elaboração dos rótulos dessa nova linha segue o processo tradicional de vinificação. As uvas são colhidas manualmente e passam por câmara fria antes do desengace – etapa em que os grãos são separados do cacho e ocorre fermentação alcoólica, após os vinhos são armazenados em barricas francesas de carvalho jovem e de primeiro uso, onde permanecem por no mínimo 12 meses. O processo busca preservar e evidenciar as características de cada variedade e, ao mesmo tempo, a identidade do terroir, resultando em vinhos de aroma intenso, tanino marcante, notas minerais e uma acidez bem particular da região.

A Vero Talian é também fruto da pesquisa constante do Zanotto. Outras variedades de uvas italianas já estão nos planos da vinícola, entre elas Pinot Grigio, com uma primeira colheita prevista para 2028, e Barbera, que deve ser colhida em 2030. Esta segunda variedade chegou a ser cultivada no Brasil cerca de 40 anos atrás, mas acabou por se extinguir dos vinhedos da Serra Gaúcha e agora volta a ser plantada, mas em uma região completamente diferente. Cada nova variedade será acompanhada ao longo das primeiras safras para que a equipe possa entender seu comportamento no terroir e determinar quais técnicas melhor expressam suas características. “Tudo ainda passará por pesquisa e desenvolvimento para entendermos a que processo de vinificação cada uma se adaptará melhor”, diz Donatti.

Experiência de enologia apresenta a Vero Talian ao público em São Paulo e Vacaria

Para aproximar o público da nova linha, a Zanotto oferecerá uma experiência de enologia nas unidades da Vinícola Campestre em São Paulo e Vacaria. Os participantes poderão conhecer os três rótulos da Vero Talian e descobrir como as variedades de origem italiana expressam as características dos Campos de Cima da Serra. Para acompanhar, será servida uma mini tábua de frios, pensada para criar uma conexão entre elementos da tradição italiana e sabores regionais.

Vinícola Campestre São Paulo — Av. Pedroso de Morais, 1047, Pinheiros, São Paulo (SP).
Dias e horários: experiência disponível mediante agendamento.

Vinícola Campestre Vacaria — BR-116, km 30, nº 1410, bairro Passo da Porteira, Vacaria (RS).
Dias e horários: experiência disponível mediante agendamento.

Ficha técnica da linha Vero Italian

Vero Talian Rebo Zanotto
Vinho Nobre tinto seco | 14,7% de álcool

De cor púrpura intensa, límpida e brilhante, apresenta aromas de ameixa negra, framboesa, chocolate preto, café e um sutil toque de hibisco. Na boca é intenso, com taninos marcantes, textura aveludada e boa persistência. Acompanha charcutaria, queijos curados como parmesão, massas com molhos condimentados e cortes bovinos, como prime rib.

Vero Talian Sangiovese Zanotto
Vinho fino tinto seco | 12,7% de álcool

De coloração rubi de média intensidade, límpida e brilhante, traz aromas sutis de mentol, leve toque terroso e frutas vermelhas, como morango e cereja. Fresco e agradável no primeiro contato em boca, apresenta taninos redondos e média persistência. É indicado para acompanhar massas e risotos com molhos à base de tomate e cogumelos, pizza margherita e queijos semi curados, como o Gouda.

Vero Talian Montepulciano Zanotto
Vinho fino tinto seco | 13% de álcool

Com visual púrpura de média intensidade, límpido e brilhante, revela aromas de pimenta-rosa, anis-estrelado e frutas negras, como ameixa preta. Equilibrado e aveludado, tem taninos redondos e boa persistência. Harmoniza com pizza de calabresa, carnes grelhadas e queijos curados, como Grana Padano.

Zanotto: vinhos premiados

O lançamento da Linha Vero Talian vem na esteira do reconhecimento crescente que a Zanotto vem conquistando. Entre os destaques estão a medalha de ouro conquistada pelo Zanotto Sangiovese no Decanter World Wine Awards 2021, além de medalhas para o Sauvignon Blanc e o espumante Brut. Na Avaliação Nacional de Vinhos 2024, o Zanotto Tannat esteve entre as 16 amostras de maior pontuação da competição. O trabalho da equipe também foi reconhecido: André Donatti recebeu o título de Enólogo do Ano da Associação Brasileira de Enologia em 2024. 

Em 2025, na França, os espumantes Zanotto Brut, Moscatel Rosé e Sauvignon Blanc receberam medalha de ouro no concurso Vinalies, com o Moscatel conquistando ainda a Grande Medalha de Ouro. No Decanter World Wine Awards, o Zanotto Sauvignon Blanc e o espumante Brut, ambos da safra 2024, receberam medalhas de bronze, enquanto o Zanotto Merlot Reserva conquistou medalha de ouro no Mondial du Merlot, na Suíça.

Na América do Sul, o Malbec Zanotto Reserva 2022 recebeu medalha de ouro no Vinus 2025, na Argentina. Já na Grande Prova de Vinhos do Brasil, o Tannat Zanotto Gran Reserva, o Pinot Noir Zanotto Reserva e o Malbec Zanotto foram premiados com medalha de ouro. O Rebo Vinificação Integral também conquistou ouro e foi eleito o melhor vinho brasileiro da categoria Rebo — reconhecimento particularmente relevante para a nova linha Vero Talian, que agora apresenta uma nova interpretação da variedade.

Um novo terroir brasileiro

A Linha Vero Talian nasce de um projeto de longo prazo desenvolvido pela família Zanotto e pela Vinícola Campestre, responsável pela produção dos vinhos no município de Vacaria. A escolha do local levou em conta características como a altitude e a amplitude térmica, com dias quentes e noites amenas, condições favoráveis ao cultivo de variedades europeias. Com áreas que ficam entre 900 e 1.200 metros de altitude, a região dos Campos de Cima da Serra apresenta amplitude térmica, invernos longos e muito frios, verões secos, calor durante o dia e temperaturas mais amenas à noite. Os vinhedos estão implantados em solos calcários e argilosos, com boa drenagem, e são conduzidos de maneira a privilegiar uma maturação lenta das uvas, favorecendo a concentração de aromas e sabores.

O reconhecimento da região como um terroir vitivinícola específico está em processo. A área aguarda atualmente o reconhecimento oficial junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), movimento que poderá consolidar Campos de Cima da Serra como região produtora de vinhos de identidade própria no Brasil.

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