Dia Mundial do Café: especialistas esclarecem mitos e verdades sobre a bebida mais consumida no dia a dia

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Presente na rotina de milhões de brasileiros, o café é uma das bebidas mais consumidas no mundo e também uma das que mais geram dúvidas quando o assunto é saúde. Afinal, faz mal? Vicia? Prejudica o sono? Especialistas explicam que, na maioria dos casos, os efeitos do café estão diretamente relacionados à quantidade consumida e à sensibilidade individual de cada pessoa.

De acordo com Liliana Bricarello, nutricionista e coordenadora do curso de Nutrição do Unicesusc, o consumo moderado não representa riscos para a saúde. No entanto, a ingestão excessiva pode provocar efeitos como ansiedade, insônia, tremores e palpitações, especialmente em pessoas mais sensíveis à cafeína .

Confira o que é mito e verdade quando o assunto é café:

Café acelera o metabolismo?

Verdade. A cafeína possui efeito termogênico, ou seja, pode aumentar o gasto energético do corpo. Esse efeito pode contribuir para uma leve aceleração do metabolismo, mas varia de acordo com fatores como nível de atividade física, idade e sensibilidade individual .

Café faz mal para o coração?

Mito. O consumo moderado de café não está associado a riscos cardiovasculares para a maioria das pessoas. No entanto, doses elevadas de cafeína podem provocar aumento da frequência cardíaca, palpitações e desconfortos, principalmente em indivíduos mais sensíveis. Por isso, o impacto depende da quantidade ingerida e da resposta individual do organismo.

Café vicia?

Depende. A maioria das pessoas não desenvolve dependência química significativa. No entanto, a cafeína pode causar sintomas de abstinência em alguns consumidores, como dor de cabeça, irritabilidade, cansaço e dificuldade de concentração. Esses sintomas costumam aparecer quando o consumo é interrompido de forma abrupta.

Café tira o sono?

Verdade. A cafeína atua no sistema nervoso central bloqueando a ação da adenosina, substância responsável por induzir o sono. Por isso, o consumo, especialmente no período noturno, pode reduzir a sonolência e prejudicar a qualidade do descanso .

Café desidrata?

Mito. Apesar de ter um leve efeito diurético, o café não causa desidratação quando consumido em quantidades moderadas. O organismo compensa esse efeito ao longo do dia, e a bebida pode, inclusive, contribuir para a ingestão total de líquidos .

Café aumenta a ansiedade?

Depende. Em pessoas mais sensíveis ou que já apresentam quadros de ansiedade, o consumo de café pode intensificar sintomas como inquietação, nervosismo e aceleração dos pensamentos. Em contrapartida, indivíduos menos sensíveis podem não apresentar esse efeito.

Café melhora a concentração?

Verdade. A cafeína estimula o sistema nervoso central e favorece a liberação de neurotransmissores como dopamina e norepinefrina, que estão relacionados ao estado de alerta, foco e atenção. Por isso, o café pode ser um aliado em atividades que exigem concentração .

Café ajuda a prevenir doenças?

Mito. Nenhum alimento isolado é capaz de prevenir doenças. Embora o café contenha compostos que podem trazer benefícios, como antioxidantes, seus efeitos dependem do contexto geral da alimentação e do estilo de vida. Ou seja, ele pode contribuir, mas não é determinante.

Café causa gastrite?

Depende. O café não é uma causa direta de gastrite, que geralmente está associada a fatores como infecções, uso de medicamentos e consumo excessivo de álcool. No entanto, a cafeína pode aumentar a acidez gástrica e agravar sintomas em pessoas que já possuem problemas digestivos .

As especialistas e professoras do Unicesusc, Fabiana Poltronieri e Liliana Bricarello recomendam o equilíbrio do consumo da bebida. O café pode fazer parte de uma rotina saudável, desde que consumido com moderação e respeitando os limites individuais.

Fatores como horário de consumo, quantidade ingerida e sensibilidade à cafeína influenciam diretamente nos efeitos da bebida. Mais do que eliminar o café, o importante é entender como ele impacta o organismo de cada pessoa.

Assim, o café segue sendo um aliado no dia a dia, desde que consumido com consciência e dentro de um contexto de hábitos saudáveis.

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